A Arte de Orçar

O valor depende das variáveis de mercado, de ambiente e das técnicas adotadas para sua determinação. Um orçamento para uma futura obra é bem semelhante. O valor final apresentado no orçamento é o mais provável, uma média ou estimativa. Vamos exemplificar com um hipotético orçamento para uma edificação residencial, esboçado na forma do gráfico abaixo:

Valor de Mercado

Valor de Mercado

Veja no gráfico  que o valor hipotético de R$ 120.000,00 adotado em 3,  esta longe do intervalo de confiança. Os valores adotados em  1 e 2, respectivamente R$ 260.000,00 e R$ 220.000,00  estão inseridos no intervalo de confiança e possuem fundamentação em sua divergência (fornecedores diferentes, mão de obra diferenciada, data de cotação diferente, BDI diferente, etc…) Hipoteticamente, realizando-se dez orçamentos por diferentes profissionais , o valor orçado não será o mesmo, mas deve existir   uma faixa de confiança   representada graficamente acima.

Após a elaboração da planilha orçamentária, inclusão das quantidades e dos preços unitários dos insumos, é preciso conhecer também os custos indiretos da obra. Para isso,é necessário compreender o que poucos (até mesmo engenheiros) consegue absorver : BDI (Benefícios e Despesas Indiretas).

É necessário manter uma base de composições confiável para a elaboração de um bom orçamento, que com o passar do tempo, analisando e ponderando variáveis como insumos, composições de preço unitário, composições auxiliares, verbas, custo direto, planilha orçamentária, cronogramas, especificações, curvas ABC, BDI e encargos sociais, minimizamos as dispersões, podendo chegar em níveis aceitáveis em relação ao Valor Orçado x Valor Real.

Segue abaixo, link com exemplo de um orçamento para Dez/2011 (no formato PDF) de uma construção residencial R1-B (Residência unifamiliar padrão baixo): 1 pavimento, com 60m2, 02 dormitórios, sala, banheiro, cozinha e área para tanque. Observação: Sem muro divisório e/ou arrimo, terraplanagem do terreno, portão e garagem coberta. Diferenças superiores ou inferiores em mais de 20%, cuidado: sinal amarelo!! Busque informações sobre o profissional.

www.robertodonato.com/links/Orca_60m2.pdf

| Wilson Roberto Donato Filho
| Engenheiro Civil
| Engenheiro de Segurança do Trabalho
| Perito Judicial
| Graduando no curso de Direito

2 comentários para “A Arte de Orçar”

  1. Plínio disse:

    Oi Roberto,

    Me interessei por este artigo.
    Sou arquiteto, e tenho um cliente que deseja construir. Fiz um orçamento considerando vários aspectos, desde a fundação (observando a volumetria de concreto do projeto estrutural) até os acabamentos finais, tais como pintura e grama… Disse ao cliente que mesmo assim o orçamento pode ter variação de 10% (para mais ou para menos) do valor real. Ele achou muito, e queria que eu garantisse uma variação de no máximo 2%. Existe um padrão aceitável para essa variação?

    Abraço,

    Plínio

  2. Caro colega,
    Não acredito nesta variação perfeita de 2% (risos).
    Pode até acontecer, mas mesmo assim, acredito que seja muito difícil. Seria em uma situação onde estamos construindo projetos espelhos, como exemplo, uma quadra com 40 lotes onde estamos construindo a mesma coisa, com uma mesma equipe e mesmo fornecedor.
    Quando da construção por administração, adoto uma variação maior, quando por empreita, meu custo + 35% no mínimo (já incluso BDI).

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    * Engenheiro Civil – Crea nº 5061716717
    * Pós Graduado em Eng. e Seg. do Trabalho
    * Perito Judicial
    * Membro Titular do IBAPE-SP n. 1600
    * Analista de Sistemas (www.robertodonato.com/clipper)
    * Graduando no curso de Direito (Fundação Padre Albino – Catanduva)
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